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18/3 - Na
última sexta-feira, 13, o chefe de cozinha Rodrigo Oliveira,
do restaurante Mocotó, fez a palestra inaugural do curso
técnico em Cozinha, na Escola Técnica (Etec) Carlos
de Campos. Considerado um dos melhores chefes da nova geração,
Oliveira cursou Administração na Etec Prof. Horácio
Augusto da Silveira.
Formado técnico, esse filho de sertanejo pernambucano
pensou em mudar o mundo por meio da atuação ambiental.
Começou faculdade de Engenharia e depois Gestão Ambiental,
e retornou ao negócio da família uma casa de
produtos típicos nordestinos existente há 35 anos,
que se transformou no cultuado Mocotó, na Zona Norte paulistana.
Quem aqui quer ser chefe de cozinha?
Diante das mãos levantadas dos alunos, Oliveira desmistificou
a profissão. Depois de 12, 14 horas de calor, estresse,
adrenalina, os cozinheiros dizem que isso é o pior do trabalho.
Mas no dia seguinte, pode perguntar o melhor: o calor, o estresse,
a adrenalina. O chefe de cozinha ensinou a técnica
correta de fritura do torresmo especialidade do restaurante
Mocotó e lembrou à turma que ser celebridade
não significa cozinhar bem. Há grandes chefes
que não são excelentes cozinheiros. Um chefe de cozinha
deve ser líder e saber gerir a equipe.
Após a aula inaugural, houve um brunch
nordestino. Universidades ligadas à área gastronômica
prestigiaram o evento: estudantes do Centro Universitário
São Camilo preparam os pratos enquanto os futuros técnicos
da Etec se iniciam no aprendizado.
A primeira turma do curso Técnico em Cozinha
tem 40 alunos. Essa habilitação forma o profissional
que cuida desde a elaboração do cardápio até
a operação de maquinário, podendo atuar em
restaurantes, bares, hotéis, bufês e cruzeiros marítimos.

Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó,
fala aos alunos do curso de Cozinha
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