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16/2 - A
primeira colocada no vestibular da Poli/USP e também na Engenharia
da Unicamp é ex-aluna da Escola Técnica de São
Paulo (Etesp), uma das 151 Escolas Técnicas (Etecs) administradas
pelo Centro Paula Souza, do Governo do Estado de São Paulo.
Francine Grotto Arida, de 18 anos, fez Ensino Médio em uma
escola técnica federal ao mesmo tempo em que cursava o técnico
em Gestão Ambiental (curso que teve a nomenclatura alterada
para Meio Ambiente) na Etesp. O curso me ajudou a decidir
o que eu queria fazer e foi importante também no vestibular,
diz Francine, que pretende cursar Engenharia Ambiental na Poli.
Francine estudou em uma escola particular de Mauá
até o Ensino Médio, quando optou pelo ensino técnico.
Depois disso, fez um ano de cursinho. Acordava 5h30 da manhã
para pegar o trem para São Paulo, onde estudava até
de noite. Agora colhe os frutos da dedicação. O
sucesso é resultado do empenho de várias pessoas e
da qualidade das boas escolas que ela cursou, diz a mãe,
Mercedes Grotto.
O fato de o curso na Etesp ser gratuito influenciou
a escolha da estudante. Ela queria complementar os estudos,
afirma a mãe. Segundo Mercedes, as escolas técnicas
não são focadas apenas no vestibular, mas oferecem
uma bagagem muito importante que faz a diferença no processo
seletivo e também na vida. Os professores da
Etesp são excelentes, mas não entregam tudo mastigado,
elogia.
Francine diz que aplicou os conhecimentos do curso
de Meio Ambiente em vários vestibulares. Na Unesp,
o tema da redação era meio ambiente, tudo que eu já
estava cansada de escrever na Etec, lembra. As aulas
de laboratório eram muito boas.
A estudante mora com os pais e a irmã mais
velha, de 23 anos, em Mauá, na Região Metropolitana
de São Paulo. E agora vai freqüentar o campus da USP,
na zona oeste da Capital.
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